Revolução na criação de marcas
Ensina-se nos cursos de design que as regras básicas para se criar uma marca forte são:
1 - Apresentar visualmente o posicionamento da empresa em questão, com a escolha de formas, tipografia e cores adequadas;
2 - Ser atemporal (não usar elementos que sigam modismos), afinal, marcas duram anos, ao contrário de uma campanha publicitária, que tem “o tempo de vida definido”;
3 - Verificar se ela funciona bem em diferentes aplicações (redução máxima, aplicação em negativo, essas coisas);
4 - Geralmente sugere-se utilizar uma ou no máximo duas cores na sua composição, evitar retículas e degradês.
Isto para marcas institucionais. Marcas promocionais não precisam seguir tão a risca essas premissas (2 a 4), já que seu tempo de vida é menor.
Mas, vamos nos focar na questão das cores. Percebe-se que, com a evolução da indústria gráfica, imprimir um arquivo em 2 cores pantone ou 4 cores (CMYK) já está quase saindo na mesma em termos de custos. (isto porque as gráficas hoje normalmente têm as cores CMYK em suas impressoras. Imprimir em pantone significa parar a impressora, lavar, trocar a tinta, calibrar). Para vocês terem uma ideia, recentemente, íamos fazer um manual em duas cores e, no final das contas, o valor de 4 cores acabou saindo quase o mesmo. Resultado, o manual saiu com todas as cores, retículas e degradês que desejamos. E parece que esse fator CMYK está influenciando também as marcas. Veja o exemplo da do redesign da marca Kraft.
*Claro que ainda para se criar uma marca com tantas cores, deve-se pensar nas futuras aplicações da mesma. Imagine uma marca de fogão com muitas cores aplicada no produto. Inviável, até porque o processo de impressão é outro. No caso da Kraft, provavelmente a marca será aplicada em muitas embalagens de papel/papelão.
| Hits para esta publicação: 228
Deixe uma resposta.
