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altos papos #01

Ricardo Francisco Prochnow, da Drimio
Twitter: @ricardoprochnow

1. O Twitter chegou para ficar? Para que você utiliza esse serviço?

Com mais de 20 serviços de micro-blogging no mercado, o Twitter, apesar de não ser o mais antigo, tornou-se o mais popular e,nos últimos meses, com a exposição na mídia de massa, apresenta um crescimento muito acelerado, o que começa inclusive a incomodar os early adopters da plataforma. Dos diversos tipos de personalidades que encontramos no twitter, não me considero um purista do “O que você está fazendo agora”. Frequentemente, procuro compartilhar conteúdo que acho interessante, então, acho que sou uma mistura de Link Dropper e Retweeter :) .
Quanto à vitalidade do Twitter, muito se discute quanto ao desafio de monetização e possível aquisição por algum grande player, como a Google. Eu acredito mais numa parceria: recentemente a AD Age publicou que a Google está permitindo a inclusão de tweets em anúncios do AdSense. O Twitter precisa monetizar pois, existe uma grande pressão para diminuir o burn rate, mas, grande parte dos US$ 55M de aporte ainda está no caixa da empresa. Enfim, se a plataforma for comprada pela Google, espero que as intervenções sejam tão sutis quanto as do Blogger, onde você precisa se esforçar para perceber que é uma propriedade da Google: além do login, apenas no rodapé aparece o “1999 – 2009 Google”.

2. Você acha que o crescimento de redes sociais na Internet pode, de alguma maneira, ajudar a melhorar o mundo? Como?

Costumo dizer que “A imperfeição nos faz humanos. A cooperação nos faz melhores”. As redes sociais online são um fenômeno inquestionável, com sucesso somente comparável ao da própria internet. A qualidade da nossa presença online é diretamente proporcional à informação que compartilhamos. Aquilo que descobrimos e compartilhamos nas redes, nos muda e modifica a percepção da coletividade em relação à um tema de interesse comum. E isto, sem dúvida, gera movimentos de mudanças.

3. Qual a sua rede social preferida? Por que?

Existem centenas de redes sociais, alguma mais genéricas, e muitas de nicho. Acredito que, como eu, a maioria dos usuários de internet mantém atividade em mais de uma rede. Para manutenção de contatos profissionais, utilizo há muitos anos a rede LinkedIn; participo de alguns projetos cujas redes foram customizadas no Ning; para arte digital e fotografia, uso o DevianArt e Flickr; música online no BLIP.fm e last.fm e o Twitter para micro-blogging. Enfim, não existe uma rede genérica que atenda à todos os seus interesses. Aposto na evolução dos padrões de identidade digital, como por exemplo o OpenID, que facilitará nossa interação nas diversas redes sem a necessidade de criação de perfis individuais em cada uma delas.

4. Na sua percepção, qual marca melhor aproveita todo potencial da Web 2.0 para se relacionar com seus clientes?

A mídia social é o melhor Focus Group possível para uma marca, e muitas já demonstram sua clara intenção de migrar da tradicional comunicação unilateral, e mostram-se dispostas a ouvir, conversar, participar e aprender com seus consumidores, num processo de co-criação e colaboração, sem a utilização de intervenções interruptivas e intrusivas. Acredito na prática do Brand Utilities e Brand Experience, onde a presença das marcas nos ambientes de mídia social está sempre associada à entrega de uma experiência: algo útil ao grupo de usuários. Este Wiki colaborativo reune mais de 1.000 cases de marketing em mídia social do mundo inteiro: alguns bem e outros mal sucedidos.
Gosto muito da frase do Seth Godin: “Safe is risky and risky is safe”. Para a marca, o maior risco está em não participar deste movimento de mudanças no relacionamento com o consumidor.

5. Are you a Mac or a Pc?

Acredito que tenha um estilo Mac, que procura ser jovem, motivador, harmonioso, informal e cool. Apesar de ser da Generation X, estou sempre preocupado com tendências. Eu me defino como um empreendedor, evangelista de inovações e webaholic. A “observação” é a principal característica para alguém que deseja sobreviver neste cenário constante de mudanças. E isto vale também para as marcas.

6. Se tivesse que criar novamente seu perfil no Twitter, quem você seguiria por primeiro?

O TwiCão e o TwiGato. É um exemplo simples de um projeto de mídia social para ajudar cães e gatos abandonados, que me foi recomendado pela minha filha.

Hora do jabá

Nos últimos meses, minha dedicação integral foi ao projeto Drimio que é a primeira rede social brasileira focada no relacionamento entre consumidores por meio das suas marcas de interesse. A proposta conceitual é uma experiência coletiva de percepção das marcas. A medida que os usuários constroem seus perfis, encontram pessoas com interesses similares.

O relacionamento entre os consumidores e suas marcas de preferência será enriquecido pela descoberta do conteúdo compartilhado pela comunidade.

Com o crescimento da rede, será possível encontrar todo o conteúdo disponível sobre uma marca em um só lugar: uma central dos pontos de presença das marcas na internet.

Em síntese, o Drimio catalisa e amplia o que chamo de Brand Findability: a capacidade da Marca de ser encontrada. Na atual Economia da Reputação, onde o consumidor é e Faz a Marca, é imprescindível primeiro ser encontrada e estar contínua e facilmente acessível, para então participar desta nova era no relacionamento Marca x Consumidor.

Nos vemos no Drimio!





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6 respostas para “ altos papos #01 ”

  1. Thiago Branco Junho 4th, 2009 15:20

    Excelente entrevista e excelente proposta da Drimio. Parabéns ao Ricardo e à toda a equipe da rede. Sucesso!

  2. Setter Junho 4th, 2009 15:32

    Esperamos que essa série de entrevistas traga muita informação para a galera que acessa o Blog. ;-)

  3. Setter Junho 5th, 2009 01:26

    Aliás, belíssima a entrevista do Ricardo, com colocações precisas sobre esse momento 2.0 da Internet.

  4. André Souza Junho 6th, 2009 01:40

    Somos admiradores do projeto do Drimio desde o primeiro contato, em 2008. E o conhecimento e visão dos idealizadores, o qual constatamos nas palavras do Ricardo nesta matéria, é algo que devemos levar como exemplo pra quem busca soluções inovadoras. Parabéns!

  5. […] A rede social ainda está na fase beta e fico me perguntando o que vêm pela frente. Acredito que o grande serviço seria a parceria comercial entre as marcas e a rede, disponibilizando informações preciosas para os gerentes de marketing e executivos de grandes empresas/marcas. É aguardar ansioso pra ver o futuro dessa rede social com sede em Joinville que tem apenas um mês de vida. Para saber mais você pode ler aqui a entrevista com o Ricardo Prochnow ou acessar o blog da Drimio. […]

  6. Bill Bartmann Setembro 8th, 2009 12:19

    Great site…keep up the good work.

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